INCLUSÃO NAS ESCOLAS
Inclusão escolar é
acolher todas as pessoas, sem exceção, no sistema de ensino, independentemente
de cor, classe social e condições físicas e psicológicas. O termo é associado
mais comumente à inclusão educacional de pessoas com deficiência física e mental.
Recusar-se a ensinar
crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) é crime: todas
as instituições devem oferecer atendimento especializado, chamado de Educação
Especial. No entanto, o termo não deve ser confundido com escolarização especial,
que atende os portadores de deficiência em uma sala de aula ou escola separada,
apenas formadas de crianças com NEE. Isso também é ilegal.
O artigo 208 da
Constituição brasileira especifica que é dever do Estado garantir
"atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino", condição que também consta
no artigo 54 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A legislação também
obriga as escolas a terem professores de ensino regular preparados para ajudar
alunos com necessidades especiais a se integrarem nas classes comuns. Ou seja,
uma criança portadora de deficiência não deve ter de procurar uma escola
especializada. Ela tem direito a cursar instituições comuns, e é dever dos
professores elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades
específicas dela.
No caso da
alfabetização para cegos, por exemplo, o aluno tem direito a usar materiais
adaptados ao letramento especial, como livros didáticos transcritos em braille
para escrever durante as aulas. De acordo com o decreto 6.571, de 17 de
setembro de 2008, o Estado deve oferecer apoio técnico e financeiro para que o
atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas
o gestor da escola e as Secretarias de Educação e administração é que precisam
requerer os recursos para isso.
Às vezes o
atendimento escolar especial (AEE) deve ser feito com um profissional auxiliar,
em caso de paralisia cerebral, por exemplo. Esse profissional auxilia na
execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal. O professor e o
responsável pelo AEE devem coordenar o trabalho e planejar as atividades. O
auxiliar não foge do tema da aula, que é comum a todos os alunos, mas o adapta
da melhor forma possível para que o aluno consiga acompanhar o resto da classe.
Mas a preparação da
escola não deve ser apenas dentro da sala de aula: alunos com deficiência
física necessitam de espaços modificados, como rampas, elevadores (se
necessário), corrimões e banheiros adaptados. Engrossadores de lápis, apoio
para braços, tesouras especiais e quadros magnéticos são algumas tecnologias
assistivas que podem ajudar o desempenho das crianças e jovens com dificuldades
motoras.

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